Editores da série MOC Antonio C. Buzaid - Fernando C. Maluf - Carlos H. Barrios
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Editor-convidado Caio Max S. Rocha Lima

Em 08 de maio de 2025, o FDA (Food and Drug Administration) concedeu aprovação acelerada à combinação de avutometinibe e defactinibe para o tratamento de pacientes adultas com câncer de ovário seroso de baixo grau recidivado com mutação em KRAS, previamente expostas a tratamento sistêmico. A eficácia e segurança desta combinação foi avaliada no estudo RAMP-201, que incluiu 57 pacientes adultas com câncer de ovário seroso de baixo grau recidivado apresentando mutação de KRAS. Todas as pacientes haviam recebido ≥ 1 linha de tratamento sistêmico anterior, obrigatoriamente incluindo um regime baseado em platina. Conforme os dados apresentados no International Gynecologic Cancer Society 2024 Annual Meeting, a taxa de resposta objetiva, principal objetivo do estudo, foi de 44%, com duração de mediana de resposta de 31,1 meses. A taxa de controle de doença por ≥ 6 meses foi 70% e a sobrevida livre de progressão mediana foi 22 meses. Entre os eventos adversos mais frequentes (≥ 25%), destacam-se: aumento de CPK, náuseas, fadiga, elevação de transaminases, rash, diarreia, dor musculoesquelética, edema, anemia, vômito, elevação de bilirrubinas, hipertrigliceridemia, linfopenia, dor abdominal, dispepsia, dermatite acneiforme, alterações vítreorretinianas, elevação de fosfatase alcalina, estomatite, prurido, distúrbios visuais, plaquetopenia, constipação, xerose, dispneia, tosse, infecção urinária e neutropenia. O regime terapêutico consistiu na administração de avutometinibe 3,2 mg (quatro cápsulas de 0,8 mg), via oral, duas vezes por semana (D1 e D4), e defactinibe 200 mg (um comprimido), via oral, duas vezes ao dia, ambos por três semanas em ciclos de quatro semanas, sendo mantidos até progressão da doença ou toxicidade limitante.

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